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Sábado, 22 Julho 2017 | Login

Betim foi a 36ª cidade que registrou demissões no país

Betim foi a 36ª cidade que registrou demissões no país Construção civil foi o único setor que teve resultado positivo em julho, com 70 empregos gerados

De janeiro a julho, 4.410 vagas de emprego foram extintas; indústria lidera ranking.

Com o fechamento de 4.410 postos de trabalho, Betim ficou entre as 50 cidades do país que mais demitiram nos sete primeiros meses deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A cidade ficou na 36ª posição no ranking das que mais extinguiram empregos formais no país. Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte lideram o ranking (veja arte ao lado).

Em Minas Gerais, Betim foi a quarta que apresentou o pior resultado entre janeiro e julho, ficando atrás apenas de Belo Horizonte, Contagem e Ipatinga. Entre as cidades que não são capitais, o município é o 22º do Brasil que sofre com o desemprego. Entre janeiro e julho do ano passado, a cidade gerou 535 vagas de empregos, número 924% melhor que em 2015.

A indústria responde por 88% do número de vagas extintas neste ano, com 3.888 postos de trabalho fechados. No mesmo período do ano passado, o setor havia gerado 42 empregos formais.

A segunda área que apresentou resultado negativo foi a de serviços, com 274 vagas extintas. O número é bem pior que o registrado em 2014, quando foram criados 1.203 empregos.
Apenas em julho, 739 postos de trabalhos deixaram de existir na cidade, número 660% pior que o registrado no mesmo mês do ano passado (-132 vagas).

O economista Vicente Mesquita disse que a crise vai permanecer. “Estamos com a indústria demitindo muito, e cidades como Betim sofrem muito com essas demissões, que acaba gerando uma bola de neve, porque afeta outros setores, como serviços e comércio”, explicou.

Ainda segundo ele, a situação tende a continuar. “A cidade não diversificou sua economia. Apostou apenas em um tipo de indústria, que está em crise. E a conta chegou”, avaliou.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Betim, José Barboza, alerta para o momento difícil pelo qual passa o comércio da cidade. “Uma cidade com vocação industrial como a nossa, tende a sofrer muito, e o comércio também está sendo afetado. A CDL está registrando o fechamento de quatro, cinco lojas por mês, além de pouco movimento”, disse.

Barboza ainda ressaltou que com a restituição do imposto de renda e o parcelamento do 13º salário que estão por vir, a situação pode melhorar um pouco. “Mas as pessoas estão com medo gastar. Por isso, o menor movimento nas ruas”.


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