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Segunda, 22 Maio 2017 | Login

PIB de Betim volta a cair em ranking nacional

PIB de Betim foi o 20º maior do país em 2012; cidade caiu posição no ranking PIB de Betim foi o 20º maior do país em 2012; cidade caiu posição no ranking

Produto Interno Bruto alcançou R$ 28,1 bilhões em 2012, segundo dados do IBGE; apesar do aumento em relação ao ano anterior, cidade ocupa agora a 20ª colocação.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontaram que o Produto Interno Bruto (PIB) de Betim voltou a cair no ranking das cidades mais ricas do país.
Segundo o levantamento, em 2012, o PIB betinense foi de R$ 28,1 bilhões. Apesar de ser maior que no ano anterior (R$ 28,085 bilhões), a cidade perdeu uma posição no ranking das mais ricas: caiu da 19ª para 20ª. Já em relação a 2010, a queda é ainda maior: naquele ano, o município estava em 15º lugar. Entre as cidades da região Sudeste, Betim é a 12ª mais rica. Em Minas Gerais, só fica atrás de Belo Horizonte.

A indústria continua sendo o setor que mais contribui para a geração de riquezas na cidade. Segundo o balanço, em 2012, o PIB do setor foi de R$ 11,315 bilhões, o correspondente a 40,2% do total. Em relação ao ano anterior, a participação da indústria diminuiu (era 42%). No entanto, no ranking industrial do país, a cidade subiu do sétimo lugar, em 2011, para o sexto, em 2012. A segunda área que teve mais importância no PIB betinense foi a de serviços, computando R$ 10,684 bilhões, a 29ª maior do país.

Já o PIB per capita da cidade – valor total da riqueza gerada dividido pelo número de habitantes – alcançou a cifra de R$ 72.262,27, a 59ª maior do país. Entretanto, o valor é inferior ao registrado no ano anterior, quando ocupou o 56º lugar no ranking nacional (R$ 73.220,40).

Análise
Com a queda da participação da indústria, Betim passa por um processo de alerta. Afinal, nos últimos três anos, apenas a Toshiba se instalou na cidade. “A indústria não expandiu, com isso, a participação dela no município diminuiu. E o cenário do próximo ano será o mesmo, ou seja, de pouco avanço em todo o país”, explicou o professor de economia da Fundação Getúlio Vargas, Mauro Rochlin.

Para ele, o PIB dos municípios foi o resultado do baixo crescimento do país. “Nós tivemos um período de crescimento até 2008. Em 2009, veio a crise internacional, com um pequena recuperação nos anos subsequentes. Por isso, em 2012, o crescimento foi pouco”, explicou Rochlin.

Apesar de a cidade produzir mais de R$ 28 bilhões em bens e serviços, apenas cerca de 5% dessa riqueza retorna para o município.


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