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Sábado, 24 Junho 2017 | Login

Cursos técnicos facilitam o acesso ao mercado de trabalho

Cursos técnicos facilitam o acesso ao mercado de trabalho

Pesquisa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) mostra que 72% dos ex-alunos dos cursos técnicos conseguem trabalho no primeiro ano depois da formatura.

 

Antes mesmo de terminar o curso técnico na área de transporte público, Caroline Dayrell, de 19 anos, já estava empregada na empresa de trânsito de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com carteira assinada. Para ela, o fato de ter estagiado dentro da própria escola, o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), abriu seu leque de relacionamento com profissionais da área. “Todos os meus colegas de sala conseguiram emprego”, diz.

 

Gabriel Amaral, da mesma idade, recém-formado no curso técnico em informática do Cotemig, fez estágio por um ano na siderúrgica Vallourec. A qualificação e a experiência renderam a ele uma nova oportunidade em uma empresa de importação e exportação. O jovem gostou tanto da profissão escolhida que pretende continuar investindo nesse mercado, que considera promissor. “Quando comecei o curso técnico não sabia nem se ia gostar da área. Descobri meu caminho! Agora, vou começar o curso superior de sistemas de informação na PUC Minas.”

 

A constatação de Caroline e Gabriel, de que os cursos técnicos facilitam o acesso ao mercado de trabalho, tem fundamento. Pesquisa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) mostra que 72% dos ex-alunos dos cursos técnicos conseguem trabalho no primeiro ano depois da formatura. E mais: a renda das pessoas com curso técnico é, em média, 24% maior do que a dos demais trabalhadores.

 

Caroline foi influenciada pelos pais a fazer o curso técnico, pois “na época nem sabia bem o que era um curso técnico, mas gostei e acabei ficando”, diz ela, que conciliou os ensinos médio e técnico, por três anos. A jovem gostou tanto que só depois optou pela faculdade de engenharia civil. “Se não fosse meu curso técnico não teria emprego hoje. Tenho salário para me manter e ajudar os meus pais em casa”, acrescenta Caroline.

 

COLOCAÇÃO IMEDIATA

A técnica em estradas Marília Elizabete Soares Brasileiro, de 19, também conseguiu emprego tão logo saiu do Cefet. “Dois meses depois de formada, já tinha emprego. Só não trabalhei antes da formatura por não ter tempo livre.” Hoje, além de trabalhar, Marília faz faculdade de engenharia de agrimensura e acredita que o curso técnico foi a base para sua aprovação no vestibular. “Se não fosse o técnico, nem saberia o que fazer até hoje.”

Thiago Augusto de Castro, de 21, fez eletromecânica no Cefet e diz que valeu muito a pena. “É uma oportunidade de você ser inserido no mercado de trabalho com mais rapidez. Você já sai da escola com uma qualificação.”

 

BRASIL DEFENDE ENSINO PROFISSIONALIZANTE

De 2.002 entrevistados na pesquisa “Retratos da sociedade brasileira – Educação básica”, encomendada ao Ibope pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 89% concordam, total ou parcialmente, que o país precisa oferecer mais cursos de ensino médio que também ensinem uma profissão. Para o diretor do Cotemig – Unidade Barroca, na Região Oeste de Belo Horizonte, Emerson Castro, nos últimos anos, o profissional de nível técnico ganhou importância estratégica e passou a ser bastante valorizado. “Os jovens veem hoje a qualificação técnica como uma capacitação que abre portas para o mercado de trabalho”, pontua.

 

Em 2014, o setor de estágios do Cotemig divulgou 1.186 oportunidades de trabalho e de estágios. O número de vagas disponíveis é mais que o dobro de alunos formados pela escola anualmente. “Ou seja, existem muitos postos de trabalho não preenchidos, aguardando um jovem qualificado. Com o curso técnico, o estudante pode ter renda imediata, porque é possível fazer o técnico juntamente com o ensino médio, com duração de três anos.” Quem já tem o ensino médio pode fazer um curso técnico em um ano e meio.


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    Paralisação vai acontecer entre esta segunda (17) e a quarta-feira (19); expectativa é que 70% das instituições participem do movimento; categoria quer reajuste salarial e reposição das perdas inflacionárias

    O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) inicia, nesta segunda-feira (17), o primeiro dia de paralisação das atividades da educação no Estado em 2014, e Betim vai aderir ao movimento. A decisão foi confirmada pela diretora do sindicato, Denise Romano, na terça-feira (11). Segundo ela, a expectativa é que 70% das instituições da cidade participem do movimento. As aulas devem ser retomadas na quinta-feira (20). No entanto, caso a prefeitura não se manifeste, a categoria pode decidir continuar em greve por tempo indeterminado.
     
    Segundo Denise, essa ação faz parte da greve nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e tem por objetivo buscar um reajuste salarial de 34%, o que inclui o aumento do piso nacional dos profissionais, que foi de 8,32%, mais a reposição das perdas inflacionárias dos últimos anos. 
     
    Já o coordenador do Sind-UTE, Luiz Fernando Souza, esclarece que, além dessas questões, a pauta de reivindicações, que já foi entregue ao Executivo em fevereiro, traz ainda itens que foram acordados com o município na campanha salarial do ano passado, mas que ainda não foram cumpridos. “Entre eles estão a instituição da isonomia salarial, ou seja, o pagamento do mesmo piso para profissionais com a mesma formação; a incorporação da gratificação de regência ao vencimento-base; e a inclusão dos cargos de agentes de serviços escolares no próximo concurso da Educação, previsto para este ano”, explica.
     
    Ainda conforme Souza, a paralisação nacional será entre os dias 17 e 19, e, caso não haja um retorno da prefeitura até lá, existe a possibilidade de a categoria continuar a greve em Betim por tempo indeterminado.
     
    Programação
    Durante reunião entre representantes dos professores na quinta-feira (13), foi definido que, nesta segunda (17), pela manhã, haverá uma manifestação no centro. Na terça (18), a previsão é que seja realizada uma aula pública, na praça Tiradentes, às 14h. Na quarta (19), educadores vão panfletar nas comunidades. “Vamos denunciar a falta de diálogo do município com a categoria, já que, desde o dia 10 de fevereiro, o governo não se posiciona sobre a pauta de reivindicações”, diz Denise. 
     
    Segundo ela, uma nova assembleia da categoria em Betim deverá ser realizada na próxima semana.
     
    A prefeitura informou que a secretária da pasta, Mary Rita de Cássia, recebeu de representantes sindicais, na terça-feira (11), a pauta de reivindicações da categoria e que ela será estudada.
  • Crianças do Salão do Encontro recebem Projeto Ler e Ler e Trupe Maria Farinha

    O Salão do Encontro recebe nesta sexta feira, 19, a partir das 9h30, na Biblioteca da Pré Escola e Escola Complementar, o projeto Ler e Ler. Idealizado pelo Instituto C&A, a iniciativa tem como objetivo promover a formação de leitores e desenvolver o gosto pela leitura, por meio de ações continuadas e sustentáveis e de articulações com distintos agentes envolvidos com a leitura no Brasil. Além do Salão do Encontro, o projeto encontra em Betim parceria das organizações não governamentais: Missão Ramacrisna, Instituto Incas e Griasc. 

    No Salão do Encontro, o projeto contará com a presença de cerca de 140 alunos, de 5 anos, e haverá a apresentação da Trupe Maria Farinha, grupo de teatro infantil que interage com a plateia e que está na estrada há quatro anos com o propósito de divulgar a literatura e a arte. A trupe lança mão do teatro, poesia, cantigas, canções, acalantos, sons, brinquedos e até bordados para difundir a riqueza da palavra.

    “Ler é uma prática social fundamental à formação do cidadão e importante via de acesso ao conhecimento e à cultura. Será, portando, uma oportunidade muito enriquecedora de incentivo ao gosto pelas letras”, declarou Angela Aparecida, Coordenadora da Biblioteca do Salão do Encontro.

     

    Leitura no Brasil

    De acordo com o Inaf 2009 (Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional), apenas 25% da população brasileira entre 15 e 64 anos têm domínio pleno da leitura e da escrita — ou seja, é capaz de ler e compreender textos longos, localizar e relacionar informações, comparar dados, fazer uma análise crítica do que lê. Outro dado preocupante do estudo é que cerca de 7% dos brasileiros na mesma faixa etária são analfabetos absolutos. São cerca de 9 milhões de pessoas incapazes de realizar tarefas simples que envolvam a decodificação de palavras ou frases.


    Mais informações:
    http://www.institutocea.org.br/como-atuamos/area-atuacao/default.aspx?id=1


    Endereço do Salão do Encontro:

    Rua João da Silva Santos, 34 – Santa Lucia – Betim/MG
    Telefone: 3532-4911 (geral)

    Contato: Angela 9921-5021 (Coordenadora da Biblioteca do Salão do Encontro)

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