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Sábado, 22 Julho 2017 | Login

Professores tem beneficios cortados por Carlaile

Professores tem beneficios cortados por Carlaile
Alegando dificuldades financeiras, prefeito determina que educadores não vão mais receber o quinquênio sobre as horas que excederem a jornada de 20 horas/aula.

Enquanto os gastos com os cargos comissionados na prefeitura aumentaram após a realização de seis reformas administrativas em menos de dois anos, o prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB) alega novamente problemas financeiros para cortar direitos adquiridos pelos servidores públicos municipais.

Desta vez, a categoria atingida é a de professores da rede municipal que cumprem 24 horas-aula por semana. A comunicação foi feita a eles nesta semana pela Secretaria Municipal de Educação, que enviou um ofício para todas as escolas afirmando que os professores atingidos pela medida só vão receber o quinquênio (gratificação de 10% sobre o salário concedido a cada cinco anos de carreira) sobre 20 horas-aula. As horas que excederem o limite serão pagas como flexibilização, que não é incorporado aos vencimentos.

O documento foi assinado pela secretária municipal de Educação, Mary Rita, que alegou cumprir ordens do prefeito Carlaile Pedrosa.

A decisão revoltou a categoria. “É engraçado porque a arrecadação de Betim cresce ano após ano, mas a prefeitura sempre alega dificuldades financeiras. Acho que a questão é saber o que é prioridade para o governo. Pelo visto, a educação não faz parte disso. Os profissionais estão cansados de pagar essa conta. Se a prefeitura está com dificuldades financeiras, como estão alegando, eles têm que procurar uma outra forma que não seja cortar os benefícios dos educadores. Se os professores cumprem jornada de 24 horas é porque a escola precisa”, afirmou o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Luiz Fernando Souza Oliveira.

Para o professor Renato de Carvalho, essa ação da secretaria prejudica a categoria. “É muito grave isso, porque estão cortando direitos do servidor. Nós não temos aumento há anos, apenas reajuste. Além disso, o professor deixará de fazer as 24 horas para fazer 20 horas, e, com isso, há o risco de faltar professor. Há outros locais para cortar gastos, como nos altos salários e apostilados”, disse.

Além desse corte no salário dos educadores, a prefeitura enviou projetos de lei para a Câmara Municipal que retiram outros benefícios dos educadores. Um deles, por exemplo, quer impedir que o professor PI exerça o cargo de tesoureiro de escola. “Hoje, a maioria dos educadores que exercem essa função de tesoureiro é justamente os professores PI. Por isso, pedimos e conseguimos a retirada desse projeto na sessão da Câmara realizada na terça (17) para que o governo reveja essa decisão”, declarou o sindicalista.

Salário defasado

Segundo o sindicato, os professores em início de carreira da rede de Betim recebem o pior salário da região metropolitana, apesar de os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) usados para o custeio do setor no município terem aumentado 152% de 2008 para 2013.

De acordo com o Sind–UTE, enquanto Betim paga R$ 1.351,48 para professores PI, com formação superior, em Contagem e Belo Horizonte, a remuneração inicial chega a ser o dobro: R$2.178,38 e R$2.092,22, respectivamente. “É um absurdo uma cidade com uma arrecadação como a de Betim remunerar tão mal seus professores”, completou Luiz Fernando.


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