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Sábado, 22 Julho 2017 | Login

Betim é a 1ª em MG em morte de jovens por arma de fogo

Betim é a 1ª em MG em morte de jovens por arma de fogo

Segundo o estudo, somente em 2012, houveram 134 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, ou seja, uma taxa 120,6% maior que a aceitável pela OMS.

Betim continua entre os principais municípios do Estado e do país quando o assunto é a criminalidade. Segundo dados do Mapa da Violência 2015, divulgados no último dia 14, em Minas Gerais, o município é o que mais mata jovens entre 15 e 29 anos por arma de fogo, perdendo apenas para as vizinhas São Joaquim de Bicas e Esmeraldas, que ficaram em segundo e terceiro lugar no ranking de mortes, respectivamente.

Entre as vítimas desse tipo de óbito está Leandro Martins da Silva, 27, assassinado no fim da tarde de terça-feira (19), com um tiro na cabeça, no bairro Nova Baden. Segundo relatos de testemunhas feitos à Polícia Militar, a vítima foi encher o pneu da bicicleta de um dos suspeitos do homicídio, em uma oficina de automóveis, quando foi surpreendido com o disparo. Leandro morreu a menos de 50 metros de sua residência e deixou um filho de quatro anos. A mãe teria dito à polícia que há dois anos ele havia deixado uma clínica de tratamento para pessoas viciadas em drogas.

Pelo estudo, elaborado pelo sociólogo Julio Jacobo, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, entre 2010 e 2012, o número de assassinatos por arma de fogo entre jovens em Betim. Considerando a população dessa faixa etária – 111.092 habitantes –, a taxa de homicídios foi de 122,1, ou seja, 120,6% maior que o aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de até dez mortes para cada 100 mil moradores.

Quando o parâmetro usado na pesquisa feita pelo Mapa da Violência 2015 é o número de óbitos entre jovens, o que incluiu suicídio, mortes acidentais e com causa indeterminada, além de homicídios, todos por arma de fogo, foram 407 óbitos. O estudo usa dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, que registra as declarações de óbito expedidas no país.

Especialista em segurança pública, Jorge Tassi explica que existe a maioria desses homicídios tem relação com o crime organizado, onde o tráfico de drogas é o carro-chefe e os jovens o grande motor desse processo. “Quando há um enfrentamento com a polícia ou uma guerra entre gangues rivais, dificilmente os lideres do tráfico são atingidos. Eles usam esses jovens na linha de frente, como uma espécie de escudo. Além disso, em Betim, há muita facilidade de captação no mercado desses produtos ilícitos e ilegais, sem que haja uma devida fiscalização das autoridades. Isso passa uma mensagem de que o Poder Público não tem controle”.

Para ele, a repressão pouco funciona. “É necessário que seja feito um trabalho de conscientização. As crianças e adolescentes precisam entender que, ao entrar para o mundo do crime, vão conseguir dinheiro fácil, mas que essa é uma vida muito sofrida e extremamente curta”.

Nacional

No Brasil, Betim é a 67ª entre as cem cidades com maiores taxas de execuções no país. Conforme pesquisa, que considerou a população como sendo de 388.873 habitantes, entre 2010 e 2012, foram registrados 600 assassinatos na cidade, o que significa uma taxa média 51,4 vítimas a cada 100 mil habitantes. Municípios como Montes Claros (370 mil habitantes) e Ribeirão das Neves (303 mil), ficaram em 372º e 193º lugar no ranking nacional, respectivamente.


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