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Sábado, 22 Julho 2017 | Login

Polícia Civil prende 31 traficantes em operação em Betim

Polícia Civil prende 31 traficantes em operação em Betim Foram apreendidos 15 kg drogas, avaliados em R$ 500 mil

Investigações, iniciadas em janeiro de 2015, apontam que a quadrilha agia, principalmente, no bairro Capelinha.

Uma quadrilha suspeita de atuar no tráfico de drogas do bairro Capelinha foi apresentada pela Polícia Civil na terça-feira (25). Os suspeitos são integrantes da gangue conhecida como “Família CPL”, e foram presos na operação “Olimpo”, realizada em duas etapas. Com o grupo, foram apreendidos 15 quilos de drogas, sete veículos e munição. O material foi avaliado em R$ 500 mil.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Kleyverson Rezende, essa é a maior operação de combate ao tráfico ocorrida recentemente na cidade. “Eles eram os responsáveis por abastecer o tráfico não só em Betim, mas em algumas outras cidades, como Contagem, por exemplo”, contou.

As investigações, que começaram em janeiro deste ano, apontaram que a quadrilha agia, principalmente, no bairro Capelinha, onde eram conhecidos pela qualidade da droga vendia. “Ela era considerada a melhor da cidade. Todo o material era tratado e refinado antes da distribuição. Além disso, os entorpecentes eram vendidos em sacos azuis, para que não fossem confundidos com produtos de outras organizações criminosas. Era um negócio bem organizado e feito justamente para que as pessoas reconhecessem sua origem”, disse o delegado. A droga era colocada em um papelote de plástico azul, lacrado na ponta. Isso impedia que os revendedores pudessem “furtar” parte dela.

Ainda conforme o delegado, a droga era trazida de São Paulo. “Eles buscavam a encomenda e levavam para Felixlândia, na região Central de Minas, onde tinham um refino. Lá, eles separavam todo o material e o colocavam em carros comuns para que pudesse ser trazido para Betim, pronto para ser comercializado”, explicou.

Entre os detidos apresentados pela polícia, estão os irmãos Cristiano Esteves Ramos – que cumpria prisão em liberdade por um latrocínio contra um policial militar – e Marco Aurélio Esteves Ramos, apontados como os líderes da organização.

Além dos irmãos, foram presas também outras 29 pessoas ligadas à quadrilha. Todas serão indiciadas por tráfico de drogas. Cremilda da Cruz Ferreira, 47, é apontada como uma das gerentes da facção. “Ela era a responsável pela parte financeira do grupo, que faturava muito dinheiro”. À reportagem, Cremilda negou participação no crime. “Fui presa por engano e vou provar que sou inocente”.

Família temida

Segundo os investigadores responsáveis pela operação que resultou na prisão de 31 pessoas, os líderes do grupo são sobrinhos de Edgar Arques Esteves, 44, acusado de ser o mandante de uma chacina ocorrida no bairro Capelinha, em 2008. “Podemos afirmar que a família é uma das mais temidas de Betim e, sem dúvidas, do Capelinha”, contou Rezende.

Edgar Esteves está preso desde 2009. Ele foi detido pela Polícia Civil em uma operação de combate ao tráfico de drogas no Capelinha. O delegado revelou que pretende prender mais quatro pessoas da gangue.

 


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