Base governista vira a mesa e CPI do Semas pode não acontecer

Na tarde desta terça-feira (25), o vereador Léo Contador (DEM), se manifestou pela primeira vez após ter sido exonerado do cargo de...

leoadvogadoNa tarde desta terça-feira (25), o vereador Léo Contador (DEM), se manifestou pela primeira vez após ter sido exonerado do cargo de secretário do Semas, depois do suposto escândalo da secretaria ao qual estaria envolvido.

Desvio

No discurso de mais de dez minutos, o vereador deu explicações detalhadas sobre onde foram investidos os R$ 9 milhões, aos quais ele é acusado de ter embolsado. Além de usar a secretaria como "palanque" eleitoral dele, e do seu partido, para as próximas eleições.

Acusações

Ao finalizar, Léo, fez duras críticas ao vereador Antônio Carlos (PT), um dos autores do pedido da criação da CPI do Semas.

Em sua fala, a gestão da ex-prefeita Maria do Carmo, foi acusada de não ter cumprido com clareza os prazos de entregas de documentos do Semas, além possuir um contrato com uma instituição da cidade ligada a igreja católica, que beneficiaria o vereador.

Ele disse também que ex-assessores do vereador recebiam altos salários no gabinete e ao mesmo tempo ocupavam cargos na instituição Renovar, que é responsável pela realização do Rebanhão do Senhor.
Ainda segundo Léo, esses mesmos assessores foram doadores da campanha eleitoral de Antônio Carlos em 2012.

CPI

Conforme informado pelo BETIM ONLINE via Twitter (@BetimOnline), o Léo Contador, assinou o pedido da CPI proposto pela bancada petista, onde ele será julgado.

Tudo ocorreu após o discurso de Léo Contador, quando Antônio Carlos utilizou do direito de resposta para propor ao vereador que ele assinasse o pedido da CPI, para que além das ações de Léo no Semas, as ações feitas durante a gestão petista também fossem investigadas.

Orientado por seus advogados, com ordens vindas diretamente do governo, Léo disse que assinaria o pedido, desde que Antônio Carlos se comprometesse a protocolar o pedido hoje.

Somente vinte minutos após Léo assinar o documento, foi que Antônio Carlos percebeu que se o pedido fosse protocolado hoje, ele seria anulado, pois o número de assinaturas era inferior ao necessário.

Para corrigir o erro, Antônio Carlos, voltou atrás e não protocolou o pedido.

Vale ressaltar que sem o número de oito assinaturas, o pedido da criação da CPI não será realizado pela Câmara, mas sim pelo Ministério Público, caso ele seja acionado.
Os vereadores da base governista afirmam categoricamente que é o MP que deve fazer a investigação sobre o caso. Com exceção do vereador Tiago Santana (PCdoB), que utilizou a posição do seu partido para não se comprometer com o governo, apesar que seu partido fazer parte da oposição.

Tentamos conseguir o discurso do vereador para exibi-lo na íntegra, mas o vereador não foi encontrado após o final da plenária.