
A primeira morte do ano por dengue em Betim, foi confirmada pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com a pasta, o óbito ocorreu em 19 de abril. Outro possível caso fatal da doença, registrado no último dia 5, está sendo investigado, mas ainda não há previsão de conclusão da análise. “A prefeitura ressalta que cumpre o Código de Ética Médica e que, por isso, em respeito ao sigilo e à privacidade dos pacientes, não fornecerá outras informações sobre os casos”, pontua a administração municipal, explicando por que não pode expor dados como idade, sexo e região onde moravam as vítimas.
De 1° de janeiro até essa quinta-feira (29), o município registrava 10.282 casos prováveis de dengue, sendo 3.172 deles já confirmados, conforme constava no Painel de Monitoramento da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Em Minas Gerais, no mesmo período, as notificações da arbovirose transmitida pelo Aedes aegypti somavam 397.512. Dessas, 228.870 já tinham recebido diagnóstico positivo. Até o momento, 132 pacientes morreram em decorrência de complicações da doença no Estado, e outras 129 mortes são investigadas.
“A gente pede, neste momento, que a população se sensibilize ainda mais porque já tivemos uma morte confirmada no município. Pessoas com comorbidade estão mais predispostas a evoluir para uma forma crítica da dengue. Já registramos esse óbito, e isso nos preocupa muito. Então, pedimos que todos participem dessa grande mobilização para que consigamos diminuir os casos da doença na cidade”, enfatiza a secretária municipal de Saúde, Patrícia Evangelista.
TRÉGUA
Na contramão da dengue, a zika apresenta números pouco alarmantes em Betim em 2023. Até o momento, apenas dois casos prováveis foram notificados no município, mas nenhum foi confirmado. Considerando todo o território mineiro, o cenário também não preocupa: 199 pessoas com suspeita, sendo 37 delas com confirmação da doença. Nenhum óbito foi registrado em Minas neste ano.
CHIKUNGUNYA PODE TER SEGUNDA VÍTIMA
Betim também investiga uma morte possivelmente causada pela chikungunya, outra doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Segundo a Vigilância Epidemiológica, a vítima faleceu em 11 de maio.
Se confirmado, esse será o segundo óbito decorrente da enfermidade no município neste ano. Em 6 de abril, a Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, atestou que a morte de uma idosa de 88 anos, ocorrida em 27 de março, foi resultante de complicações da chikungunya. A mulher, que não teve a identidade revelada, chegou a ser atendida no Hospital Regional.
Até essa quinta, a SES-MG contabilizava 931 casos prováveis da doença na cidade, dos quais 548 já tinham sido confirmados. Em Minas, eram 76.302 notificações e 46.706 confirmações, incluindo 28 mortes. Outros 17 óbitos ainda são investigados no Estado.
MOSQUITO É ALVO DE AÇÕES DE COMBATE
No início do ano, o Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) apontou que 96% dos focos do mosquito em Betim estão dentro das residências. Para conter o avanço das arboviroses transmitidas pelo mosquito, bem como para melhorar o atendimento dos pacientes que apresentam sintomas das três doenças, a prefeitura vem adotando uma série de medidas nos últimos meses. Além da abertura de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) aos sábados, com o objetivo de desafogar as Unidades de Pronto-Atendimento, as visitas domiciliares de orientação realizadas pelos agentes de combate a endemias foram intensificadas.
O governo municipal frisa também que denúncias de locais com focos de larvas do Aedes podem ser feitas ao Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE) pelo telefone (31) 3594-5424 ou via WhatsApp no número (31) 99928-2277.



