Betim espera decisão judicial para que os 1.524 adolescentes já vacinados possam receber 2ª dose

A prefeitura recorreu da decisão que suspendeu a vacinação dos adolescentes no município.

55-06-2021
Foto: Tiago Philip / Divulgação

A Prefeitura de Betim aguarda decisão judicial de seu recurso para que os 1.524 alunos já vacinados possam receber a segunda dose da vacina contra Covid-19. A prefeitura recorreu da decisão que suspendeu a vacinação dos adolescentes no município.

"A Prefeitura recorreu da decisão que suspendeu a vacinação dos adolescentes no município e aguarda a resolução do processo judicial para completar a imunização deste grupo", disse a administração municipal nesta sexta-feira (18).

A segunda dose deve ser aplicada em 90 dias, para que seja completado o esquema de imunização. Os estudantes receberam o imunizante da Pfizer.

Na quinta-feira (17), a Prefeitura de Betim, informou que Justiça de Minas suspendeu a vacinação de adolescentes de 12 a 14 anos contra Covid-19 na cidade. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou a decisão.

A decisão do juiz Taunier Cristian Malheiros Lima, da Vara Empresarial, da Fazenda Pública e Autarquias, de Registros Públicos e de Acidentes do Trabalho da comarca de Betim, foi emitida na noite de quarta-feira (16).

"Suspender a vacinação de estudantes de 12 a 14 anos, até comprovação documental de que todos os grupos prioritários do Plano Nacional de Operacionalização de Vacinação contra a Covid-19 e todos os maiores de 18 anos foram vacinados na cidade de Betim", explicou Taunier em um trecho da decisão.

O juiz ainda disse que, caso a decisão não seja cumprida, o município poderá pagar uma multa de R$ 500 por dose da vacina aplicada.

A balconista Nara Pontes tinha levado o filho Nicolas Oliveira, de 14 anos, para vacinar no bairro PTB, na manhã de quinta, e teve que voltar para casa por causa da suspensão judicial.

"A gente já tinha planejado vir, todo mundo ansioso com esta vacina. Pra mim seria ótimo, uma proteção a mais. É muito triste chegar aqui e não ter essa autorização. A gente vir e ter que voltar pra casa. Difícil de aceitar."