Convocados de concurso que aderiram a greve podem ser punidos

É um número muito expressivo de recém-nomeados que deixaram de cumprir suas funções em razão de uma greve ilegal.

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Foto: Betim Online

Processos Administrativos Disciplinares (PADs) serão instaurados pelo município para apurar a conduta de 85 profissionais aprovados em concurso público e recém-convocados para os cargos de professor P1 e P2 que, de acordo com levantamento preliminar da administração, aderiram à greve dos professores da rede municipal – declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

“É um número muito expressivo de recém-nomeados que deixaram de cumprir suas funções em razão de uma greve ilegal. Vários deles sequer se apresentaram, sequer compareceram ao local de trabalho para começar suas atividades. Faltaram e não justificaram devidamente as ausências. Há, por exemplo, pessoas que foram nomeadas no dia 27 de julho e, no dia 2 de agosto, quando deveriam iniciar as atividades, não se apresentaram. Diante disso, será aberto um PAD para apurar cada caso. São processos que podem gerar, inclusive, demissão”, explicou o procurador geral do município, Bruno Cypriano.

Ele ressaltou que o PAD concede ao servidor a possibilidade de ampla defesa, mas, se irregularidades forem constatadas, o funcionário pode sofrer sanções e até mesmo demissão. “Muito me surpreende o fato de servidores que estão em estágio probatório, ou seja, que não alcançaram a estabilidade da função, aderirem a uma greve ilegal”, acrescentou.

Segundo ele, caso haja demissões, o governo municipal convocará profissionais que participaram do concurso e ficaram em colocação excedente às vagas disponibilizadas no certame.
O concurso público da Prefeitura de Betim – edital nº 001/2019 – disponibilizou 392 vagas para os quadros da educação, da assistência social e da administração municipal.

O secretário adjunto de Administração, Vinícius Dieguez Mesquista, informou à reportagem que a prefeitura convocará próximos da lista de aprovados no concurso público em alguns dias. De acordo com o gestor, esses chamamentos serão feitos devido a várias ocorrências de desistência das vagas ou não comparecimento do aprovado.

“Muitas vezes, a pessoa fez o concurso apenas como teste ou também foi aprovada em outro certame e optou por ele pelo fato de o local de trabalho ser mais próximo de casa. São vários os motivos e, por isso, ocorre de chamarmos os próximos”, detalhou. “Falta o mínimo para preenchermos o total de vagas. Acredito que não demoraremos a atingir a plenitude do processo”, declarou o secretário.