Crise na prefeitura prejudica pagamento de motoristas

O descontrole financeiro da Prefeitura de Betim piora a cada dia. Além da falta remédios e médicos nas unidades de saúde e de a administração...

O descontrole financeiro da Prefeitura de Betim piora a cada dia. Além da falta remédios e médicos nas unidades de saúde e de a administração não ter recursos para conceder reajuste a servidores, o governo municipal passou a atrasar agora o pagamento de motoristas que fazem parte de cooperativas que prestam serviços de transporte para os órgãos públicos municipais.

De acordo com um desses cooperados, que encaminhou nesta semana um e-mail à reportagem, o atraso nos pagamentos chega a 23 dias. “Desde janeiro estamos passando por atrasos no salários. Mas, agora, em julho, a situação piorou. Já estamos no dia 23 do mês e ainda não recebemos um tostão da prefeitura. Fomos até o secretário de Administração, mas ele disse que não tem nem previsão de quando o pagamento será regularizado. Prestamos serviços para pessoas que têm altos cargos comissionados na prefeitura e ganham muito bem, porém, ninguém nos ajuda. Por isso, estamos recorrendo ao jornal e à opinião pública para ver se as autoridades se sensibilizem com o nosso problema. Estamos com contas para pagar, planos de saúde suspensos e já enfrentando dificuldades para colocar comida em casa”, lamentou esse cooperado, que, a seu pedido, terá o nome preservado.

Outro caso de atraso de pagamento é o dos motoristas da Cooperativa de Transportes Intermunicipal, Interestadual, Cargas, Turismo e Escolar (Cooperinter/MG). Segundo um dos funcionários da cooperativa, que presta serviços de transporte escolar para a prefeitura, há pelos menos dois meses a administração municipal não efetua os repasses à cooperativa. “Os 31 motoristas que prestam serviços para a prefeitura, através de ônibus e microônibus, pagam monitor, combustível e a manutenção dos veículos. O problema é que os postos de gasolina já estão pressionando, e os motoristas não têm dinheiro para pagá-los”, afirmou.

O presidente da Cooperinter, Edemir Maia, disse que não concordava com a denúncia e que a cooperativa não iria se pronunciar. Já a prefeitura, após receber a demanda sobre as denúncias, informou que os pagamentos foram efetuados.