Iniciada no dia 1º de setembro do ano passado, a obra de construção do primeiro boulevard da cidade e de recuperação e ampliação de dois quilômetros da calha do Rio Betim – empreendimento 100% custeado pelos governos federal e estadual – está com o cronograma atrasado. As intervenções, de acordo com informações na época fornecidas pelo engenheiro Luiz Vono, responsável técnico da Barbosa Mello, empresa contratada para executar o serviço, foram divididas em três etapas. A previsão, segundo ele, era de que toda a obra seria concluída até dezembro de 2016.
Na primeira fase, o trecho previsto para ser revitalizado seria a ponte na altura da igreja São Francisco, no bairro Angola, até a Praça do Encontro, em frente ao viaduto do Lapinha. Nesse trecho, está previsto a construção de uma pista de caminhada e a ciclovia sobre o rio Betim. A previsão, segundo o engenheiro, era que essa etapa seria concluída em maio de 2016, mas a execução ainda está sendo feita. “Pelo o que estamos vendo, não vão acabar com essa parte da obra aqui na avenida Edmeia Matos tão cedo. O problema é o transtorno que ela está causando. Fora o excesso de poeira e o congestionamento de carros, ela está prejudicando o comércio da região”, afirmou a vendedora Telma Nogueira, que trabalha na avenida.
Na época, o engenheiro declarou também que, a partir de fevereiro de 2016, a previsão era de que fosse iniciada a construção do boulevard, que, conforme o projeto do empreendimento, ficará localizado em frente ao viaduto do Lapinha. A previsão era de que o boulevard começasse a ser construído a partir de fevereiro deste ano e terminasse em outubro.
Já a última etapa da obra, prevista para ocorrer de fevereiro a dezembro deste ano, receberá a revitalização do trecho da avenida Edmeia Matos Lazarrotti que vai até o Parque Felisberto Neves. “Acho importante a obra, mas tenho medo que, de repente, parem de fazê-la por falta de verba”, ponderou a cabeleireira Patrícia Silva.
Árvores
Moradores da região onde a obra está sendo executada lamentaram o corte de árvores que foram plantadas no leito do rio há mais de 30 anos. “Ao invés de plantar, a prefeitura está cortando árvores. Isso não pode acontecer. Eu passo aqui todos os dias e sinto falta do frescor e da sombra. A obra tem que acontecer, mas não acho necessário cortar árvores para fazê-la”, disse o pintor Luiz Carlos.
Posicionamento
A assessoria da Construtora Barbosa Mello declarou que as obras seguem dentro do cronograma estabelecido. “O prazo de execução das obras é de 18 meses a partir da emissão da ordem de serviço, agosto de 2015, conforme noticiado pela imprensa”, explicou.
A construtora disse ainda que é previsto o plantio pela Prefeitura Municipal de Betim de cinco vezes mais árvores do que o número de espécies suprimidas para a execução das obras. “Cerca de 1.200 espécies já foram plantadas”. A assessoria da prefeitura não se pronunciou.



