Preocupados com a queda drástica do principal imposto gerador de arrecadação para Betim – hoje o Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) representa cerca de 45% da receita, enquanto há seis anos era responsável por 65% do orçamento –, integrantes das equipes de transição do prefeito eleito Vittorio Medioli (PHS) e do governo Carlaile Pedrosa (PSDB) decidiram se unir para buscar alternativas para enfrentar esse grave problema.
Em 2014, Betim recebeu R$ 731 milhões de ICMS; já em 2015 foram R$ 685,6 milhões. Já neste ano, até agosto, foram arrecadados R$ 465 milhões.
Segundo o procurador do município e integrante da transição do prefeito eleito, Bruno Cypriano, está sendo estudado pelas duas equipes um conjunto de alternativas para aumentar as receitas próprias do município e, assim, diminuir a dependência de repasses do ICMS. “Diante desse cenário de crise, as equipes de transição estão trabalhando juntas em alternativas que possam conter esse problema. O governo atual já se comprometeu em adotar as medidas que forem consenso das duas comissões. Isso é importante porque a queda na receita afeta diretamente a qualidade do serviço público prestado à população. Por isso, o nosso objetivo é incrementar as receitas próprias”, ressaltou.
A coordenadora da equipe de transição do prefeito Carlaile e secretária de Governo, Zizi Soares, ressaltou a importância dessa ação. “Devido as condições de calamidade financeira em que Betim se encontra, a transição se uniu para propor alternativas que amenizem essa crise e, assim, melhorar a prestação de serviço à população”.



