Ex-vereador é preso ao ser condenado pela Justiça

O ex-vereador de Betim Robert Kennedy dos Reis, mais conhecido como Beto Mania, 48, foi preso na noite da última sexta-feira (23), pela...

O ex-vereador de Betim Robert Kennedy dos Reis, mais conhecido como Beto Mania, 48, foi preso na noite da última sexta-feira (23), pela Polícia Civil. A prisão é resultado de um processo de concussão, crime de extorsão praticado por funcionários públicos contra a administração, movido pelo Ministério Público de Minas Gerais desde 2011. Segundo a Polícia Civil, o ex-vereador já foi condenado em duas instâncias e já entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Beto Mania foi preso porque um mandado de execução provisória da sentença havia sido expedido contra ele.

O ex-vereador foi conduzido para o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Betim, e de acordo com a Secretaria de Estado de Administração Prisional, foi transferido para a penitenciária José Maria Alckmin, em Ribeirão das Neves, na quarta-feira (28).

O crime de concussão consiste em exigir para si ou para terceiros, direta ou indiretamente, em razão da função pública, ainda que fora dela ou antes de assumi-la, vantagem indevida.

De acordo com o voto proferido pelo relator do processo em segunda instância, desembargador Catta Preta, Beto foi acusado pelo MP de se apropriar de parte dos vencimentos de assessores parlamentares no período em que ele foi vereador de Betim, entre 2005 e 2008. Na sentença, o desembargador afirma que, após apuração, com depoimento de ex-assessores, “ficou constatado que o ex-vereador exigiu vantagem econômica indevida de seus assessores, consistente no recebimento de parcelas de seus vencimentos como moeda de troca pela nomeação do cargo em comissão de assessor parlamentar que, pela natureza do cargo, tinha discricionariedade (poder de escolha) para indicação e exoneração”. Com isso, a Justiça condenou Beto a quatro anos e cinco meses de prisão, em regime semiaberto.

Durante o processo, a defesa de Beto pediu a absolvição dele “por entender que as provas são frágeis e contraditórias”. A reportagem entrou em contato com o advogado que acompanha o caso de Beto, Thiago Simões, mas ele afirmou que a defesa não irá se pronunciar sobre o caso (com José Augusto Alves).