Com 9 meses de gestação, Marliane do Santos Barbosa, de 27 anos, morreu no último dia 1º dezembro logo depois de dar a luz. Segundo o marido, Adeilton Rodrigues, a equipe da maternidade pública do Imbiruçu, onde a mulher dele foi atendida, foi negligente. Ele alega que o casal teria esperado por mais de dez horas pelo atendimento e afirmou que a unidade não tem desfibrilador nem CTI.
Rodrigues disse que chegou a maternidade no último dia 30, às 12h, para o parto da mulher. “Ficamos aguardando horas para que ela entrasse para a sala de parto. Quando vi que tinha algo errado, perguntei aos enfermeiros o que estava acontecendo, mas eles diziam estar tudo normal. Às 2h do dia 1º, uma equipe do Samu chegou ao hospital e me disse que transferiria minha esposa para o Hospital Regional, onde ela passaria por uma cirurgia para a retirada do útero”.
Desesperado, Rodrigues disse que pediu novas informações sobre o estado de saúde da mulher, e foi informado de que ela estava com hemorragia. “Eles disseram que estavam tentando fazer uma procedimento, porque não havia desfibrilador nem CTI na maternidade. Fiquei horas esperando por notícias até que, por volta das 6h30, fui informado que ela havia falecido. Não aconselho nenhum marido que tiver sua esposa grávida de buscar assistência na maternidade. Lá não tem estrutura suficiente para salvar uma vida”, alertou.
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que a maternidade não possui CTI, mas disse que conta com o aparelho desfibrilador. A secretaria disse ainda que todas as medidas necessárias para salvar a vida da paciente foram tomadas.



