
Um homem de 27 anos, que havia sido liberado recentemente da cadeia, sob uso de tornozeleira eletrônica, foi baleado na barriga pela Polícia Militar de Minas Gerais, no início da manhã desta sexta-feira (12), em Betim, depois apontar uma arma para um militar no momento em que foi abordado em uma casa na região do bairro Jardim Teresópolis. Na ocasião, uma mulher de 32 anos, que estava no imóvel, acabou sendo atingida com um disparo no pé.
De acordo com o tenente Alan Cristiano, da 2ª Cia da Rotam, os militares receberam uma denúncia de que William Geraldo Jacinto de Lima teria voltado a traficar drogas e estaria de posse de uma arma de fogo. Ao chegar ao endereço indicado onde ele estava, na rua Botumirim, o tenente contou que os militares foram interpelados pelo proprietário da casa, que também tem 27 anos. Para impedir que os policiais entrassem, ele teria empurrado um policial. “Antes de cair pela escada depois de ser agredido, o militar efetuou um disparo para se defender, e acabou atingindo o pé da irmã do dono do imóvel”, contou.
Depois disso, os demais policiais que participavam da diligência conseguiram entrar na casa e se depararam com Lima. Conforme o tenente, depois de jogar dois quilos de maconha pela janela, o suspeito teria apontando a arma que estava contra um dos militares. “Neste momento, um dos integrantes da corporação revidou a ameaça, para preservar a vida do colega, e atirou no suspeito, atingindo-o na barriga”, esclareceu o Cristiano.
O suspeito e a mulher baleada foram encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Teresópolis e, posteriormente, transferidos para o Hospital Regional de Betim. Conforme o tenente, o homem chegou a unidade consciente, mas teve que passar por uma cirurgia. O estado de saúde da mulher baleada não foi informado.
A droga que havia sido arremessada pela janela pelo suspeito foi encontrada no telhado da casa do vizinho. A arma que estava de posse do homem, um revólver calibre .32, foi apreendida. O dono do imóvel foi preso.
Reincidente
William Lima tinha quatro passagens anteriores por tráfico de drogas, além de corrupção ativa e roubo.



