
Segundo dados atualizados da Diretoria de Vigilância em Saúde, ligada à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), de 1º de janeiro até hoje, segunda-feira (25) de fevereiro, foram notificados 5.696 casos de dengue, com 1.672 confirmações, além de três mortes em investigação.
É o maior número registrado na atual gestão desde que assumiu o governo, quando já no primeiro ano, reduziu de 19.074 notificações em 2016 para 2.471 em 2017.
Os dados completos estão disponíveis na página OBSERVATÓRIO.
LEIA TAMBÉM: Betim ganhará castramóvel
Em nota, a prefeitura informou que o último levantamento do Índice Rápido do Aedes Aegypti (LIRAa), feito entre 7 e 18 de janeiro, apontou que em 2,8% dos imóveis pesquisados na cidade foram encontradas larvas do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya, além da febre amarela em áreas urbanas – o Ministério da Saúde recomenda que o índice de infestação larvária seja de até 1%. No levantamento anterior, feito em outubro, o índice era de 1,7%.
O resultado coloca o município em alerta para surto da doença, principalmente porque mais de 80% dos criadouros foram encontrados nas residências visitadas. As regionais com maior risco, Imbiruçu, Petrovale, Alterosas, Norte e Citrolândia, apresentaram índice superior a 4%. “A maior parte dos reservatórios encontrados foram aqueles que são passíveis de remoção, como prato de vaso de planta, bebedouros de animais, pratos com água. De nada adianta as ações da prefeitura, se não houver a adesão e o apoio da população. Estamos fazendo a nossa parte, mas a população precisa se conscientizar e tomar os cuidados na própria casa”, alertou o diretor de Vigilância em Saúde, Nilvan Baeta.
Para combater a doença, um Comitê de Enfrentamento à Dengue foi criado e, todas as terças-feiras, tem se reunido para definir as ações que serão realizadas. Além de eliminar os criadouros do mosquito, com o tratamento dos focos da dengue e a vedação dos depósitos de água, como tambores e caixas de água, a prefeitura informou que está realizando mutirões de limpeza, fazendo palestras de conscientização e blitze educativas. “Também estamos realizando a pulverização manual dos criadouros e o carro do fumacê está percorrendo os bairros para reduzir a quantidade de mosquitos transmissores”, reforçou Baeta.
A prefeitura também intensificou as vistorias nos terrenos baldios, com aplicação de multas de R$ 3.200 para os lotes que não estiveram devidamente limpos e cercados. No comparativo de 2016 com 2018, as ações aumentaram 73%. Em 2016, foram fiscalizados 1.207 lotes, enquanto que, em 2018, foram 2.083.



