O que abre e o que fecha em Betim com a onda roxa

A confirmação foi feita pelo prefeito Vittorio Medioli, na tarde desta terça-feira (16), via rede social.

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Foto: Betim Online

Betim aderiu à onda roxa do Minas Consciente, que passa a valer a partir da quarta-feria (17), para os 853 município mineiros. A confirmação foi feita pelo prefeito Vittorio Medioli, na tarde desta terça-feira (16), via rede social.

A medida do governo de Estado, tem validade de 15 dias e, visa diminuir o avaço da Covid-19 em Minas Gerais, que vive o momento mais grave da pandemia.

Veja as medidas impostas na onda roxa:
• Funcionamento apenas do serviço essencial
• Suspensão de cirurgias eletivas
• Restrição de circulação de pessoas (só poderão sair de casa para atividades essenciais)
• Toque de recolher das 20h às 5h e aos finais de semana
• Proibição de pessoas sem máscara em qualquer espaço público ou de uso coletivo, ainda que privado
• Proibição de circulação de pessoas com sintomas de gripe, a menos que estejam indo para consulta médica
• Proibição de eventos públicos ou privados
• Proibição de reuniões presenciais, inclusive entre parentes que não morem na mesma casa
• Implantação de barreiras sanitárias de vigilância
• Fechamento de bares e restaurantes (funcionamento apenas por delivery)

Atividades autorizadas:
• Setor de saúde, incluindo unidades hospitalares e de atendimento e consultórios;
• Indústria, logística de montagem e de distribuição, e comércio de fármacos, farmácias, drogarias, óticas, materiais clínicos e hospitalares;
• Hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, padarias, quitandas, centros de abastecimento de alimentos, lojas de conveniência, lanchonetes, de água mineral e de alimentos para animais;
• Produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados;
• Distribuidoras de gás;
• Oficinas mecânicas, borracharias, autopeças, concessionárias e revendedoras de veículos automotores de qualquer natureza, inclusive as de máquinas agrícolas e afins;
• Restaurantes em pontos ou postos de paradas nas rodovias;
• Agências bancárias e similares;
• Cadeia industrial de alimentos;
• Agrossilvipastoris e agroindustriais;
• Telecomunicação, internet, imprensa, tecnologia da informação e processamento de dados, tais como gestão, desenvolvimento, suporte e manutenção de hardware, software, hospedagem e conectividade;
• Construção civil;
• Setores industriais, desde que relacionados à cadeia produtiva de serviços e produtos essenciais;
• Lavanderias;
• Assistência veterinária e pet shops;
• Transporte e entrega de cargas em geral;
• Call center;
• Locação de veículos de qualquer natureza, inclusive a de máquinas agrícolas e afins;
• Assistência técnica em máquinas, equipamentos, instalações, edificações e atividades correlatas, tais como a de eletricista e bombeiro hidráulico;
• Controle de pragas e de desinfecção de ambientes;
• Atendimento e atuação em emergências ambientais;
• Comércio atacadista e varejista de insumos para confecção de equipamentos de proteção individual e clínico-hospitalares, tais como tecidos, artefatos de tecidos e aviamento;
• Representação judicial e extrajudicial, assessoria e consultoria jurídicas;
• Relacionados à contabilidade;
• Serviços domésticos e de cuidadores e terapeutas;
• Hotelaria, hospedagem, pousadas, motéis e congêneres para uso de trabalhadores de serviços essenciais, como residência ou local para isolamento em caso de suspeita ou confirmação de covid-19;
• Atividades de ensino presencial referentes ao último período ou semestre dos cursos da área de saúde;
• Transporte privado individual de passageiros, solicitado por aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede.
• Atividades comerciais que trabalharem por meio de aplicativos, internet ou telefone e de entrega de mercadorias em domicílio ou de retirada em balcão estão permitidas.

Nota da Prefeitura de Betim

O prefeito de Betim, Vittorio Medioli, anunciou há pouco em suas redes sociais que o município vai aderir às medidas estabelecidas pela Onda Roxa - pacote mais restritivo de ações de prevenção à covid-19 - , decretada pelo Governo de Minas Gerais, na manhã desta terça-feira (16). Em transmissão ao vivo, o prefeito explicou que, apesar de não concordar com o fechamento total - pois defende certa flexibilização em favor do faturamento de muitas famílias -, vai  cumprir as determinações do Estado.  As novas medidas incluem o fechamento total do comércio não essencial, a interrupção de venda de bebidas alcoólicas para consumo nos locais, bem como a suspensão do atendimento presencial pela administração municipal, dentre outras. As novas restrições estão determinadas no decreto 42.602, publicado em edição extra do Órgão Oficial do Município, nesta noite. 

De acordo com Medioli, dentre as novas restrições estão o fechamento temporário de academias e a suspensão de cultos religiosos. Segundo o prefeito, templos religiosos poderão ficar abertos apenas para atendimento ou manifestação individual, seguindo todos os protocolos de biossegurança vigentes. Em caso de descumprimento, pessoas físicas e jurídicas serão submetidas a penalidades.Por outro lado, os serviços considerados essenciais, como farmácias, supermercados, padarias, agências bancárias, postos de combustíveis e oficinas mecânicas, por exemplo, seguem com funcionamento permitido. Todas as atividades permitidas estão listadas no decreto, que pode ser acessado pelo portal da prefeitura (www.betim.mg.gov.br).
   
"Depende muito da responsabilidade de cada um de nós não apenas assumir as normas, mas também ser portador de conselhos e cuidados. Olhar para dentro de casa, para amigos e para qualquer pessoa que vocês encontram desrespeitando as normas de biossegurança", afirmou Medioli.O prefeito também aproveitou a transmissão para fazer um apelo aos gestores. "Peço encarecidamente que não haja demissões. Segure essas pessoas.  Nós faremos de tudo para que haja uma flexibilização e não se perca emprego. A perda de emprego é uma calamidade, nós não podemos aceitá-la, por isso pedimos a colaboração dos empregadores, porque no mês de abril receberemos a vacina e teremos o retorno à normalidade".Medioli garantiu ainda que vai buscar a volta da flexibilização. "Tentaremos ver se alguns setores poderão flexibilizar, sem gerar aumento de risco. Temos, hoje, uma rede que vive da venda de produtos considerados não essenciais, mas que hoje estão impedidos de trabalhar - não por determinação nossa, mas do governo do Estado. Entendemos que, se mantivermos o cumprimento das normas, seguindo as medidas de biossegurança corretamente, não vamos aumentar as contaminações. O que aumenta o contágio são as aglomerações, as festas, o consumo de bebidas alcoólicas fora de casa", destacou.

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