Onde estão os mais de 450 médicos contratados pela Prefeitura de Betim?

Seja nas unidades básicas, nas unidades de pronto atendimento, ou hospital regional, pacientes tem reclamado da falta de médicos.

01-05-2019

Quem depende do serviço público de saúde de Betim, com certeza já fez essa pergunta - Onde estão os mais 450 médicos contratados pela prefeitura?
Seja nas unidades básicas, nas unidades de pronto atendimento, ou hospital regional, pacientes tem reclamado da falta de médicos. E com o surto de epidemia de dengue no município, as coisas pioraram.

O BETIM ONLINE entrou em contato com a prefeitura, e fez a pergunta não quer calar - Onde estão os mais de 450 médicos contratados?

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Em nota, a Prefeitura de Betim reconheceu a falta de médicos, e disse que enfrenta dificuldade na contratação de profissionais especializados. Além disso, houve uma grande evasão dos médicos na rede pública, principalmente nas Unidades Básicas de Saúde, em razão da alta rotatividade.
E para repor o quadro de médicos, a Prefeitura de Betim está finalizando o projeto de lei, em caráter de urgência, para a realização de um Processo Seletivo Simplificado (PSS), que abrirá vagas para diversas especialidades médicas.

Nota na íntegra:
“No início da atual gestão, em 2017, a Prefeitura de Betim realizou o Processo Seletivo Simplificado (PSS), edital 002/2017, para a contratação de médicos de diversas especialidades para toda rede de saúde de Betim. Esse processo foi realizado para completar o quadro de vagas de profissionais das unidades de saúde, que estava deficitário.

Atualmente, as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e o Samu estão com as escalas médicas completas, garantindo a assistência da Rede de Urgência e Emergência do município. E, ainda, houve um reforço médico nas 4 UPAs, além da abertura de duas unidades de hidratação venosa para atendimento dos pacientes com dengue. As equipes do Hospital Público Regional de Betim (HPRB), da Maternidade Pública Municipal de Betim Haydée Espejo Conroy e da Rede de Saúde Mental também estão completas.

Hoje há um déficit localizado nas consultas de especialidades, em que há dificuldade de contratação por falta de profissionais no mercado. E também nas Unidades Básicas de Saúde, em razão da alta rotatividade de médicos da Estratégia Saúde da Família.

De janeiro de 2017 a fevereiro de 2019, a prefeitura contratou, por meio do PSS, 537 médicos para o preenchimento não só das vagas em aberto no início da gestão, mas também das que foram surgindo ao longo do período. Durante o tempo do PSS, até fevereiro de 2019, dos médicos contatados, 324 deixaram de atender nas unidades. Atualmente, há 213 profissionais contratados pelo PSS trabalhando na rede de saúde na cidade.

Mesmo com a grande evasão de médicos na rede de saúde, ao longo da vigência do processo seletivo, a Secretaria Municipal de Saúde conseguiu manter regular o atendimento aos usuários. Sempre que um profissional pedia para sair, era realizada a sua substituição.

Contudo, com a finalização do processo em março de 2019, a contratação ficou impossibilitada, impedindo a substituição dos profissionais que saíram.

Atualmente, a rede de saúde pública de Betim possui 106 equipes da Estratégia Saúde da Família. Dessas, 26 estão sem o profissional médico, o que representa cerca de 25% da rede. Mas todas possuem enfermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem e agentes comunitários de saúde. Esse número de vagas se deve à coincidência do encerramento do PSS com o período de início dos cursos de residência, o que provocou a saída de diversos médicos, principalmente nas equipes da Estratégia Saúde da Família.

Para repor o quadro de médicos em toda a rede de saúde, a Prefeitura de Betim está finalizando o projeto de lei, em caráter de urgência, para a realização de um Processo Seletivo Simplificado (PSS), que abrirá vagas para diversas especialidades médicas. Somente para a Atenção Primária à Saúde, serão contratados 56 médicos. A previsão é de que, em até 45 dias, os médicos contratados já estejam atuando nas Unidades Básicas de Saúde do município.

A Secretaria Municipal de Saúde ressalta que os usuários que buscam atendimento nas UBS não ficam sem assistência pela falta do médico na equipe de sua referência. Ao ir à unidade, o usuário deve procurar os profissionais da enfermagem da sua equipe da ESF de referência. Ele será acolhido, avaliado pelo enfermeiro e, conforme o seu caso, receberá o encaminhamento necessário:

· Se for um caso grave, o paciente será referenciado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
· Caso precise de um atendimento médico, que pode ser feito na UBS, ele será encaminhado, no mesmo dia ou será agendada a consulta, para um profissional de outra equipe da ESF da mesma unidade ou médico referenciado.
· Para os casos de consultas eletivas, os pacientes precisam aguardar o agendamento com o novo médico.

A Secretaria Municipal de Saúde destaca que os pacientes devem procurar sempre a equipe da ESF da Unidade Básica de Saúde de sua referência. E o encaminhamento para outras unidades (UBS ou UPA) ou médico referenciado será realizado pelo profissional responsável pela sua equipe, após avaliação do caso.”