Orçamento para 2015 é aprovado na Câmara

Com quase quatro horas de duração, a última Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Betim em 2014 apreciou e votou na manhã desta...

Com quase quatro horas de duração, a última Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Betim em 2014 apreciou e votou na manhã desta terça-feira (16 de dezembro) importantes projetos. O Poder Legislativo entra agora em recesso parlamentar, com o recomeço das reuniões ordinárias ocorrendo no início de fevereiro do próximo ano.

Os vereadores analisaram o Projeto de Lei nº 163/2014, de autoria do Poder Executivo, expediente que estima as receitas e fixa as despesas para o Município de Betim para o Exercício de 2015. O Orçamento foi aprovado por 16 votos favoráveis e quatro contrários. Apenas três emendas foram aprovadas, sendo uma do próprio Poder Executivo, outra do vereador Leo Contador (DEM) e outra do vereador Tiago Santana (PCdoB), que destina recursos para o passe-livre dos estudantes. As demais emendas apresentadas ou foram rejeitadas ou retiradas pelos autores.

A Secretaria Municipal de Saúde receberá a maior fatia orçamentária (R$487.547.000,00), seguida pela Secretaria Municipal de Educação (R$374.411.000,00).

A situação econômica de Betim reflete com perfeição o que acontece no Brasil atualmente, ou seja, um quadro de estagnação e recessão. O Orçamento para 2015 será de R$1.827.476.000,00, ao passo que o aprovado para 2014 é de R$1.818.700.000,00. Um ínfimo acréscimo de R$8.776.000,0, o que representa um crescimento de 0,48%.

Para se ter uma ideia do que isso significa basta frisar que os gastos com o funcionalismo público tem um crescimento vegetativo anual da ordem de 3,5%, sem considerar qualquer tipo reajuste.

Outro dado que ajuda a entender o tombo arrecadatório é a diferença entre o Orçamento aprovado para 2013 (R$1.590.000.000,00) e para 2014 (R$1.818.700.000,00). Entre esses anos o aumento verificado foi de 14%.

O líder do Governo na Câmara, vereador Eliseu Xavier Dias (PTB), lamentou a perda do polo acrílico da Petrobras, que foi construído na Bahia, e a expansão da planta da Fiat Automóveis, que migrou para Pernambuco. “Se esses dois empreendimentos tivessem sido implantados em Betim, conforme os projetos originais das duas empresas, a nossa economia não estaria estagnada e haveria recursos para maiores investimentos”, argumentou Eliseu Xavier.