Pagamentos suspeitos de Carlaile serão auditados

O prefeito Vittorio Medioli (PHS) determinou nesta semana a realização de uma auditoria em todos os pagamentos antecipados feitos a empresas...

O prefeito Vittorio Medioli (PHS) determinou nesta semana a realização de uma auditoria em todos os pagamentos antecipados feitos a empresas e pessoas físicas na gestão do ex-prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB) nos últimos dias de seu mandato.

Segundo o procurador-geral do município e secretário municipal de Governo, Bruno Cypriano, a gestão anterior, no apagar das luzes, retirou R$ 13 milhões dos R$ 33 milhões que seriam usados para arcar com a folha de pagamento do servidor referente ao mês de dezembro para pagar 43 empresas e pessoas físicas que prestam serviço no governo. “O pagamento foi feito de forma antecipada, já que as notas de cobranças pelos serviços executados venceriam, em sua maioria, em janeiro. Com isso, recebemos a prefeitura sem dinheiro em caixa para pagar os servidores”, explicou.

Ainda de acordo com Cypriano, a antecipação de pagamentos na administração pública é considerada crime, de acordo com a Lei 8.492/1992, e por isso, a quitação antecipada desses débitos serão auditados. “Depois que a Secretaria de Auditoria e Controle Interno realizar esse trabalho, vamos denunciar o fato ao Ministério Público. Essa prática de adiantar pagamento é ilegal e prejudicou aqueles fornecedores que já estavam com os pagamentos atrasados, nas áreas da Saúde e da Administração”, disse.

Empresas beneficiadas
Dentre as empresas beneficiadas com pagamentos antecipados está a Planex, que tinha um contrato milionário de mais de R$ 47 milhões com a gestão de Carlaile para fiscalizar obras públicas. Essa empresa recebeu R$ 317.455,14 no dia 14 de dezembro.

Outra beneficiada foi a Terraplenar Construções, que era responsável pela realização de reformas em escolas públicas. Para essa empresa, foram antecipados R$ 422.376,22.

Ainda de acordo com Cypriano, Carlaile deixou em caixa apenas cerca de R$ 3 milhões. Antes de acabar o seu mandato, o tucano também tirou mais R$ 2,03 milhões da conta da prefeitura para fazer o acerto dos seus secretários e dos cargos comissionados.

“Carlaile antecipou pagamentos para algumas empresas, fez o acerto com os cargos de confiança dele, mas deixou a prefeitura com mais de R$ 110 milhões de dívidas com fornecedores da saúde e da administração e sem dinheiro para pagar a folha do funcionalismo municipal. Ou seja o servidor foi deixado para trás. Com o repasse de R$ 24 milhões que entrou na primeira semana de janeiro (dinheiro referente a impostos), conseguimos pagar R$ 3.000 de salário para cada servidor”, afirmou Vittorio Medioli.

Ainda restam R$ 9 milhões da folha do funcionalismo a serem pagos. A data do pagamento ainda será anunciada pelo governo.