Pãozinho sai da prisão e retorna à Câmara

Após passar 27 dias preso na Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, acusado de dirigir um carro locado pela Câmara Municipal e...

Após passar 27 dias preso na Penitenciária Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, acusado de dirigir um carro locado pela Câmara Municipal e matar o vigia Robertt Ângelo, 24, na MG–060, no dia 20 de setembro, o vereador José Afonso Oliveira, o Pãozinho (PV), foi solto na quinta-feira (19) e retornou à reunião da Câmara, na terça-feira (24).

O pedido de revogação da prisão preventiva foi deferido pela juíza Cirlaine Guimarães. Na decisão, que saiu após uma audiência realizada no dia anterior, a magistrada considerou que o vereador não atrapalharia mais o processo, motivo pelo qual foi pedida a sua prisão.

Na Câmara, Pãozinho entrou no plenário e foi saudado pelos colegas vereadores. Ele ficou no plenário até o fim da reunião, mas se manteve o tempo todo em silêncio. Ao deixar o plenário, ele também não quis dar entrevistas.

Pãozinho foi indiciado por homicídio culposo e fraude processual após a Polícia Civil de Esmeraldas concluir o inquérito da morte do vigia. Além disso, segundo o delegado Fábio Werneck, era o próprio vereador que dirigia o veículo, e não o filho dele, como a defesa apresentou inicialmente. No entanto, os advogados de Pãozinho contestam a versão da polícia. Segundo a defesa, os autos não concluíram quem estava na direção. Por causa da prisão, o vereador não compareceu à Câmara, mas ele não teve o seu desconto no salário.

Mandato
Mesmo solto, Pãozinho ainda corre risco de perder o mandato. Isso porque o Ministério Público de Betim abriu investigação para apurar um suposto caso de improbidade administrativa, já que o carro usado no dia acidente não estava em missão oficial pelo mandato. No entanto, até o momento, a promotora Ana Luíza da Costa e Cruz ainda não deu mais detalhes da investigação e se vai pedir a cassação do mandato.