Polícia detalha prisão de suspeitos de torturar e assassinar adolescente de 13 anos em Betim

Segundo delegado, mandante do crime deu ordem de dentro de presídio A Polícia Civil (PC) detalhou nesta sexta-feira o assassinato de Raíssa...

Segundo delegado, mandante do crime deu ordem de dentro de presídio

33-11-2019

A Polícia Civil (PC) detalhou nesta sexta-feira o assassinato de Raíssa Carolina Machado Alves, de 13 anos. O crime foi cometido no dia 18 de fevereiro, em Betim. Quatro pessoas foram presas preventivamente no dia 6 de novembro suspeitas de envolvimento no crime.

De acordo com a PC, o homicídio foi ordenado de dentro da cadeia por Josiel Dias da Cunha, de 20 anos, conhecido como Loirinho. Segundo as investigações, a companheira de Loirinho, Fernanda Lorrane Xavier Dias, de 23, teria feito a aproximação entre a adolescente e o marido. Josiel tinha acesso a um celular e conversava com a menina pelas redes sociais.

O crime teria sido motivo por uma dívida de Raíssa, já que a garota pegou um lote de drogas e ficou devendo R$ 500 para a organização liderada por Loirinho.

Conforme o delegado Otávio Luiz de Carvalho, a vítima foi assassinada pelos irmãos Jefferson Soares de Souza, de 19 anos, e Isaque Soares de Souza, de 22, além de dois adolescentes de 17 anos. Ela também teria sido torturada.

“Ela não teve nenhuma chance de defesa. Foi sequestrada na rua no bairro Paquetá, região do Citrolândia [em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte], foi agredida, colocada dentro do carro e depois levada para o local onde foi morta. Ela foi torturada, porque há sinais de violência no corpo dela, brutalmente assassinada por 13 golpes de faca e depois jogada às margens do Rio Paraopeba.”

De acordo com o delegado, Josiel é um indivíduo de alta periculosidade que chefia uma quadrilha que atua no bairro Duque de Caxias, em Betim. “Josiel já foi preso várias vezes por tráfico de drogas, posse de armas e dois homicídios.”

Isaque já tinha passagem pela polícia por posse de drogas. Já Fernanda e Jeferson, não tinham. Os suspeitos responderão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, corrupção de menores e organização criminosa.

O pai da Raíssa, Guilherme Machado, de 35 anos, acompanhou a coletiva da Polícia Civil e disse que se sente aliviado com as prisões, apesar da dor. “É muita covardia o que fizeram com a minha filha, fazer isso daí com uma criança de 13 anos. Matou minha filha muito feio. Isso machuca demais.”

Ela ainda contou que criou a Raíssa, já que a mãe dela mora no Espírito Santo. Ele disse que sempre alertou a filha, mas que a adolescente sempre foi muito desobediente.