Policial militar é executado no centro

O cabo Pedro Henrique Lopes Muniz, 31, da 268ª Companhia do 33º Batalhão, foi morto, com dois tiros, na rua Padre Osório Braga.

Um policial militar foi assassinado no centro de Betim, na madrugada deste sábado. O cabo Pedro Henrique Lopes Muniz, 31, da 268ª Companhia do 33º Batalhão, foi morto, com dois tiros, na rua Padre Osório Braga. De acordo com a Polícia Militar (PM), a vítima estava acompanhada de uma mulher desconhecida, que teria testemunhado o crime. O policial estava à paisana e teve a arma e o carro, um Siena cinza, levados. Dois homens teriam matado o militar. A polícia trabalha com duas linhas de investigação: a de latrocínio – roubo seguido de morte – e de um possível desentendimento.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e constatou o óbito. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Betim. Com o militar foi encontrado apenas o documento funcional da corporação.

A esposa da vítima, Deisiane Gonçalves de Lima Alves, 24, foi ao IML para reconhecer o corpo e estava inconsolável. Segundo ela, Pedro não tinha registros de desavenças e nunca foi ameaçado de morte. “Ele era um marido amoroso e o melhor pai do mundo. Ninguém sabe, ainda, quem pode ter feito isso”, disse a dona de casa.

Deisiane não sabia que o ex-marido estava com outra mulher no momento do assassinato. “Ele disse que iria para uma festa de um amigo, também policial militar, no bairro Cidade Verde”, conta.

Na rua onde aconteceu o assassinato, ainda era possível as marcas do crime. Era grande a quantidade de sangue espalhada no chão. O lugar é frequentado por usuário de drogas e ninguém quis comentar sobre o assunto.

Pedro estava na PM há dez anos e era casado há sete. O militar deixa uma filha de dois anos. Para os amigos, o cabo dizia que queria aposentar na polícia. “É um sentimento confuso, perdi um parceiro que já conhecia há vinte anos. Um homem humilde e de bom coração”, lamentou Edson Luiz, 44, comerciante.

Um tio da vítima, o advogado Tadeu Vicente lopes, 53, disse que quer justiça e que espera que as investigações encontrem os responsáveis. “Todos os fatos precisam ser apurados. Há outros policiais na família que podem ajudar”, afirmou.
Até o momento do fechamento dessa reportagem, apenas o carro da vítima havia sido recuperado e um dos suspeitos preso.