
A Prefeitura de Betim deu início à operação para restaurar área atingida por extravasamento de represa. Segundo as equipes da Defesa Civil estadual e municipal e da Ecos, o nível da represa reduziu cerca de oito metros desde terça-feira (16) quando ocorreu o transbordamento de parte da lagoa, o que provocou mudanças no plano de ação para reparar os danos e impedir um novo extravasamento.
“De ontem para hoje, o nível de água baixou muito. O coletor voltou a desentupir e, agora, temos que tentar preservar a vazão dele. Preservando, não vai haver a necessidade de abrirmos aquele canal de alívio que planejávamos até ontem”, informa o diretor de manutenção de obras públicas da Ecos, Wilton Leite.
“Hoje vamos fazer um serviço para chegar até a entrada do coletor para protegê-lo e aumentar a sua vazão. Se conseguirmos preserva-lo, resolvemos a questão da vazão. Fora isso, está mantida a intervenção de proteção com matacões de pedra do barramento da avenida Adutora Vargem das Flores. As bombas estão mobilizadas, mas ainda não há necessidade de utiliza-las porque o coletor está funcionando”, acrescenta Leite.
Segundo a prefeitura, participam do monitoramento engenheiros, geólogos,biólogos, bombeiros, guardas municipais e policiais militares. Eles fazem novo mapeamento da área atingida.
Até a noite desta quarta-feira (17), a Defesa Civil de Betim havia identificado risco para 55 famílias moradoras da região da represa. "Foi recomendado que elas deixassem seus imóveis, porém nem todas seguiram essa recomendação". Dessas, 25 foram cadastradas pela Semas, 13 foram deslocadas para casas de parentes e quatro foram para abrigo da prefeitura.



