Prefeitura intensifica ações de combate à dengue na Regional Icaivera

Os trabalhos incluem o reconhecimento geográfico, a pesquisa de focos do mosquito e o tratamento focal na região.

35-07-2020
Foto: Arquivo/Prefeitura de Betim/Divulgação

A Diretoria de Vigilância em Saúde de Betim, por meio do Centro de Controle de Zoonoses e Endemias, iniciou nessa quarta-feira, 22, uma série de ações na Regional Icaivera para o combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Os trabalhos incluem o reconhecimento geográfico, a pesquisa de focos do mosquito e o tratamento focal na região.

De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde de Betim, Nilvan Baeta, a ação realizada é especial, porque não há uma equipe específica para realizar o trabalho diário de combate às arboviroses na Regional Icaivera. “A situação atípica no local ocorre há muitos anos, devido à grande rotatividade de agentes de combate às endemias (ACEs) desta regional e pelo distanciamento do centro da cidade”, afirma.

Ele explica que a maneira encontrada para sanar esse problema é a realização dos mutirões, compostos por equipes de outras regionais administrativas. “Em períodos entre ciclos de tratamento focal, fazemos os mutirões para garantir o monitoramento periódico do local. Nesta ação, serão monitorados 5.727 imóveis em 96 quarteirões no bairro Icaivera e 1.231 imóveis em 42 quarteirões no bairro Parque do Cedro. A ação deve durar cerca de 10 dias úteis”, destaca.

Cooparticipação da população
Mesmo durante a pandemia, a prefeitura tem mantido as ações de combate ao Aedes aegypti em todas as regionais do município. Mas é preciso que a população também colabore para eliminar os focos do mosquito e atenda aos ACEs em suas residências. "Algumas pessoas têm evitado receber a visita dos ACEs, por medo de se contaminar com o coronavírus. Mas é extremamente importante que os moradores atendam os agentes em suas casas. Eles estão seguindo todas as medidas de proteção necessárias para evitar a propagação do coronavírus", explica o diretor.

Os ACEs chegam às residências devidamente identificados, utilizando máscaras, luvas e portando desinfetante para as mãos à base de álcool 70%. Além disso, os agentes mantém o distanciamento mínimo de dois metros das pessoas presentes no momento da visita. E, caso o responsável pelo imóvel no momento da atividade tenha idade superior a 60 anos, eles não realizam a visita e passam as orientações por meio do interfone.

Neste momento de pandemia, as atividades dos ACEs não são realizadas dentro do domicílio. As visitas estão limitadas apenas à área peridomiciliar, ou seja, frente, lados e fundo dos terrenos. Além de verificar se há focos do Aedes aegypti, os agentes estimulam o autocuidado da população sobre as ações de remoção mecânica dos criadouros do mosquito e outras medidas de prevenção.