O prefeito de Betim, Vittorio Medioli, anunciou nesta semana em sua rede social que a prefeitura pretende entregar 12 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) nos próximos 18 meses. Projetadas para serem mais sustentáveis e para oferecer uma qualidade superior de atendimento aos pacientes, essas unidades substituirão 12 postos de saúde em condições precárias, que funcionam em espaços improvisados e alugados sem dar condições de eficiência.
“As diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam para a necessidade de um médico da família para cada 4.000 habitantes. Dessa forma, Betim precisaria de 35 UBSs com três médicos. Contudo, a demanda na cidade é menor pelo fato de cerca de 26% da população contar com convênios privados. Na prática, 26 UBSs atenderiam plenamente os 312 mil habitantes que recorrem à rede municipal. Temos cerca de 12 UBSs de pequeno porte, que necessitam ser substituídas com urgência para melhorar e ampliar o atendimento. Estamos empenhados em entregar ao menos 12 unidades novas nos próximos 18 meses”, afirmou Medioli.
A instalação das primeiras seis novas Unidades Básicas de Saúde tem verba garantida de R$ 4,6 milhões, de uma contrapartida da Caixa Econômica Federal por ter assumido os serviços bancários da prefeitura. O restante dos recursos virá do governo federal e de contrapartidas de outras empresas que, segundo Medioli, já estão em negociação.
“Com a contrapartida que a Caixa nos concedeu, de R$ 24,4 milhões pagáveis em quatro anos, podemos destinar a primeira parte desse valor para o Centro Materno-Infantil, que já tem projeto pronto para 120 leitos numa torre integrada ao Hospital Regional de Betim. Essa obra está estimada em R$ 9,6 milhões. Mas a segunda parcela, que será paga em fevereiro de 2018, no valor de R$ 4,6 milhões, já nos permitirá iniciar a construção das primeiras 6 UBSs”, explicou.
Cada uma das novas 12 UBSs receberá investimento estimado entre R$ 800 mil e R$ 900 mil, e acomodará até três equipes de Saúde da Família, quatro de Saúde Bucal e um Núcleo de Apoio de Saúde da Família. O potencial de atendimento para cada unidade é de 12 mil pacientes. “Prevemos um custo de R$ 1.600 por m² por unidade. Esperamos limitar o custo a esse valor”, explicou Medioli.
O projeto arquitetônico de cada UBSs será padronizado e moldado para melhorar o ambiente de trabalho dos servidores e poder otimizar o atendimento dos usuários. Para isso, as novas unidades foram projetadas para serem mais amplas e racionais, se comparadas às unidades existentes hoje em Betim.
“No nosso projeto haverá maior espaço, mais instalações sanitárias e acabamento de primeira. Tentaremos acelerar a renovação das UBSs e entregar para a população 26 novas unidades nos próximos quatro anos. Essa é uma necessidade, resta-nos encontrar o apoio para executá-las, mas tenho certeza que não faltará, vejo que existe uma grande vontade de renovar Betim e de fazer dela uma cidade mais justa e acolhedora, até um modelo para ser seguido. Com boa vontade e honestidade, chegaremos a remodelar todo o sistema de saúde de Betim e dar garantia de bom atendimento”, afirmou.
Com objetivo de melhorar e ampliar o sistema de saúde de Betim, Medioli revelou ainda nesta semana que representantes da Secretaria Municipal de Saúde, como o secretário de Saúde, Guilherme Carvalho, receberão a visita de representantes do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. “Convidamos os técnicos do Einstein para visitar nosso hospital e as nossas UAIs para prestarem uma assessoria e oferecerem cursos de capacitação para os nossos servidores. Acredito que, para o sistema público de saúde chegar ao nível do sistema privado, precisamos de um projeto e de um plano de ação”, finalizou o prefeito da cidade.



