
Se não bastasse a pandemia causada pela COVID-19, o Salão do Encontro vem sofrendo, nos últimos seis meses, uma “pandemia” de furtos. Já são cinco as ocorrências de furto colecionadas neste período.
A última foi na madrugada do último sábado (13/2/2021), quando foram subtraídos: uma TV 32 polegadas, um celular, um rádio gravador, um aspirador de pó e doações recentes feitas à instituição.
Os prejuízos sofridos em decorrência dos crimes praticados contra o Salão do Encontro ultrapassam R$ 50 mil. Inclusive, chegaram a ser furtados 2.550 metros de cabos de cobre da instituição, impossibilitando a realização de aulas na maioria das salas.
“Se as atividades presenciais retornassem hoje não teríamos condições de realizar as aulas pois a quadra e a maior parte das salas estão sem luz”, lamenta a gerente de Projetos do Salão do Encontro, Lourdes Leite.
A instituição registrou cinco boletins de ocorrência nos dias 20, 28 e 30 de outubro de 2020; 16 de novembro de 2020; e o último, no dia 14 de fevereiro de 2021, referente à invasão do dia 13.
PEDIDO DE APOIO PARA A PREFEITURA
No mês de novembro do ano passado a instituição protocolou uma solicitação de apoio para a segurança da instituição ao Executivo Municipal, um verdadeiro pedido de socorro, que ainda não foi atendido.
O valor repassado à instituição por meio dos convênios é suficiente apenas para o custeio de manutenções preventivas e corretivas cotidianas, tendo em vista as características físicas do Salão do Encontro. Não dispomos de recursos para adquirir novamente o material furtado, nem para contratação e instalação de serviços e sistemas de segurança.
“A prefeitura enxerga o Salão do Encontro como uma creche comum. Mas temos a peculiaridade de ser uma instituição com 70 mil metros quadrados. Não temos cercamento, nem vigia ou sistema de monitoramento. Precisamos que a prefeitura tenha essa visão individualizada, pois os convênios municipais não contemplam a cobertura de serviços de segurança”, destacou.
Importante frisar que o Salão do Encontro é uma instituição que atua há cinquenta anos em Betim, oferecendo não somente atividades para a educação infantil, mas também um trabalho voltado para a promoção da dignidade humana e redução das desigualdades sociais que assolam nosso país.
Atualmente, cerca de 1.000 crianças e adolescentes de 4 meses a 14 anos recebem formação escolar gratuita e diferenciada por meio da Educação Infantil e Pré-Escola, além da Escola Complementar, com atividades lúdicas, reforço escolar, aulas de Libras e de canto e coral.
A instituição é, ainda, patrimônio cultural imaterial do município. Nossos trabalhos e ações são destaque em todo o país e, até mesmo, no exterior – projetando, também, a cidade de Betim. Por toda essa história, solicitamos, mais uma vez, ajuda do poder público para que possamos garantir a segurança da instituição e dos seus bens, de forma que possamos continuar com nosso atendimento à população betinense que tanto precisa.



