
Seis pessoas morreram vítimas da dengue desde janeiro em Betim, segundo a Secretaria de Saúde do município afetado. Quem depende da saúde pública encontra Unidades de Pronto-Atendimento (Upas) e postos de saúde lotados, dia e noite.
A cidade já tem 5.464 casos confirmados de dengue neste ano. No mesmo período do ano passado, foram só 26 casos confirmados.
A reportagem esteve em uma das unidades e encontrou moradores reclamando da demora no atendimento e na realização de exames. A espera teve que ser na calçada devido à lotação. Alguns pacientes disseram que estavam esperando há mais de seis horas.
A prefeitura reconhece a superlotação nos postos e upas e diz que cinco médicos foram contratados.
“Nós temos um planejamento de atender x pessoas e aparece o dobro. Além do mais, nós já temos circulando vírus da gripe, o que torna pior os atendimentos. Por quê? Nós temos equipe x, insumos pra atender e aí acaba sendo insuficiente”, disse o diretor de vigilância em Saúde, Nilvan Baeta.
É tanta gente doente na cidade que o prédio da Associação de Servidores virou posto de hidratação. O local improvisado tem recebido cerca de 150 pacientes por dia, que fazem triagem, consulta média, coleta de sangue e recebem soro. O funcionamento é 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana.
Dengue em Minas
O último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, divulgado em 1º de abril, registrou 81.456 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de dengue em 2019.
Na data, haviam sido confirmados sete óbitos por dengue dos municípios de Arcos, Betim, Paracatu, Uberlândia e Unaí. Há outros 29 óbitos em investigação para dengue. Os novos números da Secretaria Municipal de Saúde de Betim ainda não estão contabilizados.



