Sem vaga no CTI, idosas têm que esperar meses por cirurgia

A falta de medicamentos, de leitos no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e a demora para fazer cirurgias de ombro e de fêmur em pelo menos...

A falta de medicamentos, de leitos no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e a demora para fazer cirurgias de ombro e de fêmur em pelo menos nove idosas que estão internadas em uma das enfermarias do pronto-socorro do Hospital Regional de Betim está colocando a vida dessas pacientes em risco. Segundo familiares delas, as idosas estão internadas em condições desumanas.

É o caso de Joana Alves da Cruz, 87. A idosa fraturou a perna direita no último dia 11 e ainda não tem previsão de quando passará por uma cirurgia. Para isso, ela precisa de uma prótese de titânio, mas, segundo a filha dela, Maria de Lourdes da Cruz, 57, o hospital não tem uma previsão de quando irá comprá-la. “Minha mãe está internada em condições terríveis, apesar de ter diabetes e ter sofrido um AVC há menos de dois meses. Ela precisa ficar em um CTI. Com ela, ainda tem outras senhoras esperando por cirurgia há meses. A saúde em Betim está abandonada. Vou procurar o Ministério Público para tentar agilizar o procedimento”, afirmou Joana.

Outro familiar revoltado é Luci Aparecida Gusmão, 48. Conforme ela, a sogra, Carlota Ferreira, 90, está internada no pronto-socorro desde o último dia 6, mas também sem previsão para realizar uma cirurgia. “Ela corre o risco de pegar uma infecção hospitalar e morrer aqui. O médico já disse que ela está muito fraca, mas não resolvem nada. A culpa se algo acontecer é da incompetência desse prefeito”, afirmou a nora de Carlota.

A Secretaria de Saúde informou que as cirurgias de fêmur e de ombro não podem ser feitas na unidade e estão sendo encaminhadas para outros hospitais, via SUS Fácil.