Três suspeitos de matar tatuador de 24 anos por causa de venda de loló, em Betim, são presos

A Polícia Civil divulgou, na manhã desta segunda-feira (1º), os detalhes das investigações sobre a morte de um rapaz, de 24 anos, há cerca de...

04-06-2020
Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil divulgou, na manhã desta segunda-feira (1º), os detalhes das investigações sobre a morte de um rapaz, de 24 anos, há cerca de três meses em Betim. O assassinato do tatuador Mateus Conceição Silva teria ligação com o tráfico de drogas.

Segundo o delegado Otávio Luiz de Carvalho, o jovem era usuário de drogas e tinha como clientes pessoas ligadas ao crime.

“Ele tatuava inclusive todos esses líderes e integrantes dessa facção criminosa [responsável por sua morte]. A vítima preferia até trabalhar para esses integrantes, porque ela trocava as tatuagens por drogas. E falava, também, que eles sempre tinham dinheiro”, disse.

Três suspeitos foram indiciados por homicídio qualificado. E eles foram presos no início de maio.

O homicídio aconteceu no 13 de março, em uma estrada de terra na região do bairro Icaivera. Mateus foi morto após ser atingido por oito disparos.

De acordo com Carvalho, a vítima estaria vendendo lança-perfume na bairro, o que teria desagradado os suspeitos. Eles teriam determinado que o jovem parasse de vender o entorpecente no local.

“No bairro Icaivera, há uma centralização do tráfico de drogas em uma só associação criminosa e eles não admitem que outra pessoa ou outra facção venda substância entorpecentes no local. Por esse motivo, a vítima foi advertida, porque ela passou a vender loló, que é o lança-perfume. Foi advertida de que, se não parasse, morreria. E, de fato uma semana depois, ela veio a ser executada pelos autores”, disse o Carvalho.

A polícia chegou aos suspeitos com ajuda de câmeras de segurança. Pelas imagens, foi possível identificar o carro usado no assassinato e a rota feita pelos criminosos.

Além dos três detidos, outros dois homens suspeitos de fazer parte da quadrilha foram indiciados por associação criminosa. Segundo o delegado Marcelo Cali, todos já tinham passagem pela polícia.