Unidades de saúde terão classificação de risco

Esse foi o propósito do seminário sobre o Protocolo Manchester, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde, nessa quinta-feira (20), no...

Seminário sobre Protocolo de Manchester define fluxos e prioridades de atendimento na rede púbica de saúde

Implantar a classificação de risco nas unidades de saúde de Betim, seguindo o modelo já utilizado em países como Inglaterra e Holanda. Esse foi o propósito do seminário sobre o Protocolo Manchester, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde, nessa quinta-feira (20), no auditório do Centro Administrativo João Paulo II. O intuito é que, a partir do mês de maio, as unidades comecem a realizar o atendimento conforme o protocolo. O gestor do seminário foi o diretor do Grupo Brasileiro de Classificação de Risco, Welfane Cordeiro Júnior.

O Protocolo de Manchester é uma metodologia utilizada para classificar o risco clínico de todo paciente que procure ou for encaminhado a uma unidade de saúde. Ou seja, o atendimento se dará devido ao grau de necessidade do paciente, e não pela ordem de chegada. A classificação é feita por meio de um pré-diagnóstico e definido por cores (vermelho – emergência; laranja – muito urgente; amarelo – urgente; verde – pouco urgente; azul – não urgente). A organização do fluxo de atendimento possibilita encaminhar o paciente à unidade correta, proporcionado assistência mais eficaz no menor tempo possível. No Brasil, Minas Gerais foi o Estado pioneiro na implantação do protocolo.

Conforme o secretário municipal de Saúde, Mauro Reis, o Protocolo de Manchester será implantado primeiro no Hospital Regional e na Unidade de Atendimento Imediato (UAI) Sete de Setembro e nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que a referenciam, como Angola e Alcides Braz, a partir do mês de maio. “A implantação do protocolo ocorrerá de maneira gradativa e vai acontecer em todas as unidades. Com base nessa análise, os pacientes e profissionais da rede poderão dimensionar o tempo para o atendimento e onde ele deve ser feito”, afirmou. “Os profissionais serão treinados e haverá campanhas para conscientizar a população”, ressaltou Reis.