Usina de reciclagem de subprodutos de Betim é modelo para outros municípios da RMBH

Reduzir gastos e ampliar resultados. Esse é o objetivo da Prefeitura de Betim em todas as áreas da gestão municipal.

21-02-2021
Foto: Adeildo Silva / Prefeitura de Betim

Reduzir gastos e ampliar resultados. Esse é o objetivo da Prefeitura de Betim em todas as áreas da gestão municipal. Prova disso é a Usina Regional de Reciclagem de Resíduos Sólidos da Construção Civil (URRCC), instalada no bairro São Salvador II, na região do Citrolândia. Considerada modelo, a usina despertou a atenção do secretário de Obras de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele esteve no local, na última quinta-feira (4), para ver de perto o trabalho realizado em Betim.

Acompanhado pela presidente da Empresa de Construções, Obras, Serviços, Projetos, Transporte e Trânsito de Betim (ECOS), Marinésia Makatsuru, ele disse estar animado para reproduzir o modelo em Neves. "A expectativa é implantar o quanto antes, ainda mais para nós, que temos quase 300 km de estradas de terra. Outro benefício é a redução do lixo e do custo com matéria prima", pontuou.

"Temos feito um trabalho de excelência, aliando menor custo na manutenção de vias com benefícios ao meio ambiente. A visita de hoje só reforça que estamos no caminho certo", disse a presidente da ECOS.

Produção sustentável

Os resíduos (tijolos, pedaços de concreto, areia, dentre outros) chegam até a URRCC por meio do programa EcoEntulho, que disponibiliza, por toda a cidade, caçambas para o descarte desse tipo de material.

Dos entulhos da construção civil surgem, a partir da usinagem, agregados reciclados que são reintroduzidos no município por meio da compactação de ruas não pavimentadas. Os materiais substituem brita e areia e, assim, possibilitam economia aos cofres públicos.

O diretor do Departamento de Manutenção e Obras Públicas da cidade, Wilton Leite, destaca que o suprimento oriundo da usina é essencial para a manutenção das estradas sem asfalto. "Esse material é excelente para ser utilizado, sobretudo, em períodos de chuva. Sem ele, nós não conseguiríamos executar esse trabalho", afirma.

O equipamento foi adquirido em 2011, mas começou a operar somente em 2018, graças a iniciativa da atual gestão municipal, que, por meio de uma parceria com o governo federal, conseguiu um investimento de R$ 790 mil.