Devido à paralisação, quem procurou atendimento médico ontem nas Unidades de Atendimento Imediato (UAI), precisou ter muita paciência. Foi o caso do soldador Emerson Silva, que precisou percorrer três unidades em busca de atendimento para a mãe, uma idosa em crise de bronquite.
“Pela manhã, eu a levei para consultar no posto do bairro Cruzeiro do Sul, mas nós não conseguimos atendimento. Depois, fui à UAI Alterosas, também sem sucesso. Então fui à UAI Guanabara, onde o cenário é o mesmo. Minha mãe está sofrendo. A situação da saúde aqui em Betim está muito complicada”, reclamou.
Com falta de ar, a dona de casa Maria da Conceição disse ter aguardado por quatro horas pelo atendimento na UAI Alterosas. “Tem pouco médico disponível”, afirmou.
Já o caminhoneiro Jurandir Oliveira, 56, não obteve atendimento para a mulher na UAI Teresópolis, que estava sem médico, e só conseguiu a consulta na UAI Sete de Setembro. “A minha esposa foi recebida somente depois de esperar durante cinco horas”, afirmou.


