Vigia que matou mulher é condenado a quase 18 anos

Um ano e sete meses depois de matar a esposa, a garota de programa Eliane Braz da Silva, 34, com uma agressão na cabeça, o vigia Juliano...

Um ano e sete meses depois de matar a esposa, a garota de programa Eliane Braz da Silva, 34, com uma agressão na cabeça, o vigia Juliano Ribeiro Pinheiro, 37, foi condenado a 17 anos e dez meses de prisão em regime fechado. O réu foi a júri popular no mês passado, em julgamento que durou o dia todo no Fórum Criminal de Betim. Preso preventivamente em setembro de 2016, Pinheiro foi condenado por homicídio qualificado.

O crime aconteceu em março de 2016, no bairro Jardim Petrópolis. Inicialmente, Eliane foi dada como desaparecida pela família dela. O corpo da vítima foi encontrado bastante desfigurado, às margens da BR–262, na zona rural de Mateus Leme, no dia 31 de março.

O autor chegou a registrar o desaparecimento da mulher, mas, desde o início das investigações, já era apontado pela família da vítima como principal suspeito pelo crime. Os relatos de violência contra a esposa, desde 2011, fizeram com que a Polícia Civil também desconfiasse de Pinheiro.

“O companheiro da vítima tinha um histórico muito grande de agressões contra a profissional do sexo, que se intensificou no início deste ano. Eram ameaças, agressões, lesão corporal doméstica. Por várias vezes, ele a ameaçou com um facão. Em certa ocasião, ele ateou fogo contra o corpo dela”, disse o delegado Otávio Luiz de Carvalho, responsável pelo caso.

Na época, a Polícia Civil disse que Pinheiro matou a mulher motivado por ciúmes da companheira. “Ele não aceitou o término do casamento, de sete anos”, explicou Carvalho.