
O prefeito de Betim Vittorio Medioli (PSD) denunciou "má distribuição" das doses das vacinas contra Covid-19, entre os municípios mineiros, durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fura-Filas da vacinação em Minas Gerais, na manhã desta quinta-feira (20).
A 15ª Reunião Extraordinária aconteceu no auditório José Alencar, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
No dia que o ex-secretário de Estado de Saúde Carlos Eduardo Amaral será ouvido pelos parlamentares, o prefeito de Betim fez declarações de "falta de transparência" por parte da Secretaria de Estado de Saúde de Minas (SES-MG).
" A situação é penosa e desconfortável para toda Minas. Um governo que não é transparente se furta de falar a verdade a respeito da distribuição de vacinas. As cidades mais pobres recebem menos e as com o Índice de Desenvolvimento Humano maior recebem mais. Há manipulação de números e erros na divisão de recursos", reclamou o Medioli.
Durante as declarações ele apresentou um gráfico criado pela sua equipe com a porcentagem de doses recebidas entre os municípios. "Se inverte as prioridades e com isso há um desiquilíbrio na distribuição das vacinas".
No estudo, ele mostrou que BH já recebeu mais de 1,34 milhão de doses, o equivalente a 57% de sua população. Juiz de Fora 47%, quarta maior cidade mineira, teve volume proporcional a 47% de seus mais de 570 mil habitantes. Neves, sétima em população, por exemplo, a proporção é de 25%.
"Setor de saúde precisa de imparcialidade inclusive no repasse de recurso, isso impacta na mortalidade da população. Parece que não há sentimento dentro da SES", disse o prefeito.
A Secretaria de Estado de Saúde respondeu que "a entrega de imunizantes feita pelo Estado não leva em consideração o número absoluto de habitantes por cidades. Ela segue o critério estabelecido pelo Ministério da Saúde no Programa Nacional de Imunização (PNI), que leva em conta o quantitativo de grupos prioritários".
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"Os números não mentem: Minas Gerais é o Estado do Sudeste com menor quantidade de óbitos por habitante, o que demonstra a competência do Estado em lidar com o desafio imposto pela pandemia do novo coronavírus.
O Estado comprou os respiradores com melhor preço de mercado, distribuiu EPIs aos municípios e tomou frente para adquirir medicamentos quando os municípios não conseguiram o atendimento por parte de fornecedores. O Governo estadual também começou a arcar com os leitos de UTI que eram custeados pelo Governo Federal.
Quanto à vacinação, como todos sabem, as vacinas são de responsabilidade do Governo Federal. Assim como todos os brasileiros, o Estado espera que haja uma celeridade maior na aquisição de vacinas pelo ente federal.
Ao contrário de afirmações equivocadas, a entrega de imunizantes feita pelo Estado não leva em consideração o número absoluto de habitantes por cidades. Ela segue o critério estabelecido pelo Ministério da Saúde no Programa Nacional de Imunização (PNI), que leva em conta o quantitativo de grupos prioritários.
Portanto, se um município, por exemplo, tem um quantitativo maior de idosos, receberá mais doses que uma cidade com perfil populacional com mais jovens. E assim sucessivamente, sempre tendo o olhar para os grupos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. O Governo de Minas disponibilizou o Vacinômetro, com dados sobre a distribuição a todos os municípios. Este é um Governo técnico e transparente, que trata todos os municípios com isonomia, e que repudia qualquer tipo de insinuação que possa ter cunho de ordem não republicana.
Prova disso são os critérios estritamente técnicos com que é feita a gestão em todas as secretarias. Vale lembrar que, além da ótica dos grupos prioritários, Belo Horizonte foi a única cidade mineira a receber vacinas da Pfizer – nas remessas recebidas nos dias 3 e 5 de maio – porque o Ministério da Saúde enviou as doses apenas para as capitais, tendo em vista a necessidade de refrigeração especial. Entretanto, nova orientação do Ministério da Saúde possibilitará a distribuição do imunizante a mais municípios".



